Diálogo de Justino Mártir com Trifão 66
Retoma o assunto do cap. 43, o nascimento virginal
Eu recomecei meu raciocínio onde havia interrompido minha demonstração de que Cristo nascera de uma virgem e que isso havia sido profetizado por Isaías. Repeti a profecia.
É esta: “O Senhor continuou falando com Acaz e lhe disse: ‘Pede para ti um sinal do Senhor teu Deus, seja nas profundezas, seja nas alturas’. Acaz respondeu: ‘Não pedirei e não tentarei ao Senhor’. Isaías então disse: ‘Escuta, casa de Davi! Por acaso vos parece pouco enfrentar aos homens, de tal maneira que enfrentais também ao Senhor? Por isso, o próprio Senhor vos dará um sinal: eis que uma virgem conceberá e dará à luz um filho, e lhe darão o nome de Emanuel. Comerá manteiga e mel.
Antes que conheça e escolha o mal, escolherá o bem. Por isso, antes que o menino conheça o bem e o mal, rechaçará o mal para escolher o bem. Por isso, antes que o menino saiba dizer pai e mãe, receberá o poder de Damasco e os despojos de Samaria, diante do rei dos assírios. E a terra, que suportas duramente, será tomada por causa dos dois reis. Contudo, Deus trará sobre ti, sobre teu povo e sobre a casa do teu pai dias tais como não existiram desde o dia em que Efraim separou de Judá o rei dos assírios’ ”.
E acrescentei:
— Pois bem. É evidente para todos que, além do nosso Cristo, ninguém jamais nasceu de uma virgem na descendência carnal de Abraão, nem se disse tal coisa de alguém.