Romanos 1
Paulo, escravo de Cristo Jesus e chamado para ser apóstolo, separado para proclamar as boas novas de Deus,
que ele havia prometido por meio de seus profetas nas Escrituras sagradas,
mas que, com poder, foi declarado Filho de Deus segundo o espírito de santidade, por meio da ressurreição dentre os mortos (sim, Jesus Cristo, nosso Senhor,
por intermédio de quem recebemos bondade imerecida e um apostolado, para que haja obediência pela fé entre todas as nações com respeito ao seu nome,
nações entre as quais vocês também foram chamados para pertencer a Jesus Cristo),
a todos os que estão em Roma como amados de Deus, chamados para ser santos: Que vocês tenham bondade imerecida e paz da parte de Deus, nosso Pai, e do Senhor Jesus Cristo.
Em primeiro lugar, por meio de Jesus Cristo, agradeço ao meu Deus por todos vocês, porque se fala da sua fé no mundo inteiro.
Pois Deus, a quem presto serviço sagrado com o meu espírito, proclamando as boas novas a respeito do seu Filho, é minha testemunha de que eu menciono vocês sem cessar nas minhas orações,
rogando que, se de todo possível, eu agora consiga finalmente ir visitá-los, se essa for a vontade de Deus.
Pois desejo muito vê-los, para lhes transmitir algum dom espiritual a fim de que vocês sejam firmados;
ou melhor, para nos encorajarmos mutuamente por meio da nossa fé, tanto a sua como a minha.
Mas não quero que vocês fiquem sem saber, irmãos, que muitas vezes quis visitá-los para conseguir alguns frutos também entre vocês, assim como entre as demais nações; no entanto, fui impedido até agora.
Sou devedor tanto a gregos como a estrangeiros, tanto aos instruídos como aos sem instrução;
assim, estou ansioso para declarar as boas novas também a vocês que estão em Roma.
Pois eu não me envergonho das boas novas. Elas são, de fato, o poder de Deus para a salvação de todo aquele que tem fé, primeiro do judeu, e também do grego.
Pois nelas a justiça de Deus é revelada pela fé e para a fé, assim como está escrito: “Mas o justo viverá em razão da fé.”
Pois a ira de Deus se revela desde o céu contra toda a impiedade e injustiça dos homens que suprimem a verdade de modo injusto,
porque o que se pode saber sobre Deus é bem claro entre eles, visto que Deus o tornou claro a eles.
Pois as suas qualidades invisíveis — isto é, seu poder eterno e Divindade — são claramente vistas desde a criação do mundo, porque são percebidas por meio das coisas feitas, de modo que eles não têm desculpa.
Porque, embora conhecessem a Deus, não o glorificaram como Deus, nem lhe agradeceram, mas os seus raciocínios se tornaram fúteis, e o seu coração insensato ficou obscurecido.
Embora afirmassem ser sábios, tornaram-se tolos
e transformaram a glória do Deus imortal em algo semelhante à imagem do homem perecível, bem como de aves, de quadrúpedes e de répteis.
Portanto Deus, em harmonia com os desejos do coração deles, os entregou à impureza, para que desonrassem o seu próprio corpo.
Eles trocaram a verdade de Deus pela mentira, e veneraram e prestaram serviço sagrado à criação em vez de ao Criador, que é louvado para sempre. Amém.
É por isso que Deus os entregou à paixão vergonhosa, pois tanto as mulheres entre eles trocaram o uso natural de si mesmas por outro contrário à natureza,
como também os homens abandonaram o uso natural da mulher e ficaram violentamente inflamados de paixão uns pelos outros, homens com homens, praticando o que é obsceno e recebendo em si mesmos a plena punição pelo seu erro.
Como não quiseram reconhecer a Deus, Deus os entregou a um estado mental reprovado, para fazerem coisas que não deviam fazer.
E eles estavam cheios de todo tipo de injustiça, impiedade, ganância e maldade, cheios de inveja, assassinato, briga, engano e malícia, eram cochichadores,
caluniadores, tinham ódio de Deus, eram insolentes, arrogantes, presunçosos, inventores de coisas más, desobedientes aos pais,
sem entendimento, desleais nos acordos, desnaturados e sem misericórdia.
Embora eles conheçam muito bem o justo decreto de Deus, de que os que praticam essas coisas merecem a morte, não somente continuam a fazê-las, mas também aprovam os que as praticam.