Salmos 42
Do mestre de canto. Poema. Dos filhos de Coré.
Como a corça bramindo por águas correntes, assim minha alma está bramindo por ti, ó meu Deus!
Começo a recordar as coisas e minha alma em mim se derrama: quando eu passava, à frente do grupo, em direção à casa de Deus, em gritos de alegria e louvor, no barulho da festa.
Por que te curvas, ó minha alma, gemendo dentro de mim? Espera em Deus, eu ainda o louvarei: “Salvação da minha face e meu Deus!”
Minha alma se curva dentro de mim, e por isso eu me lembro de ti, desde a terra do Jordão e do Hermon, de ti, ó pequena montanha.
Grita um abismo a outro abismo com o fragor de tuas cascatas; tuas vagas todas e tuas ondas passaram sobre mim.
Vou dizer a Deus: “Meu rochedo, por que te esqueces de mim? Por que devo andar pesaroso sob a opressão do inimigo?”
Esmigalhando-me os ossos, meus opressores me insultam, perguntando todo dia: “Onde está o seu Deus?”
Por que te curvas, ó minha alma, gemendo dentro de mim? Espera em Deus, eu ainda o louvarei: “Salvação da minha face e meu Deus!”