Diálogo de Justino Mártir com Trifão 75
Além disso, de modo misterioso, Moisés deu a entender, no livro do Êxodo, que o próprio nome de Deus era Jesus, dizendo que não foi manifestado a Abraão, nem a Jacó, e nós o compreendemos. Porque ele diz assim: “O Senhor disse a Moisés: ‘Dize a este povo: Eis que eu envio o meu anjo diante de ti, para que te guarde no caminho e te introduza na terra que preparei para ti. Atende a ele, escuta-o, e não lhe desobedeças, porque ele não te abandonará, pois o meu nome está nele”.
Portanto, quem introduziu vossos pais na terra, compreendei-o de uma vez por todas, foi aquele que, chamando-se antes Ausés, recebeu o nome de Jesus. Com efeito, se compreendeis isso, reconhecereis que o nome do mesmo que disse a Moisés: “Meu nome está nele”, era Jesus. De fato, ele também se chamava Israel e, do mesmo modo, mudou o nome de Jacó para esse nome.
Além disso, mediante Isaías, os profetas são claramente chamados de anjos e enviados de Deus. Com efeito, eles são enviados para anunciar o que ele quer. Isaías assim diz: “Envia-me”. É algo manifesto a todos que aquele que recebeu o nome de Jesus foi profeta poderoso e grande.
Pois bem. Se sabemos que esse Deus se manifestou em várias formas a Abraão, Jacó e Moisés, como duvidamos e não cremos que ele poderia, conforme o desígnio do Pai do universo, nascer homem da virgem, tendo tantas Escrituras pelas quais literalmente é fácil entender que assim de fato aconteceu, conforme o desígnio do Pai?