1 Apologia de Justino Mártir 7

Não castigueis nossos acusadores

Poderão nos objetar que alguns detidos foram condenados como malfeitores.
Pode ser. Contudo, muitas vezes condenais muitos outros, depois de averiguar a vida de cada um dos acusados, mas não os condenais pelos motivos de que antes foram condenados.
De modo geral, não inconveniente em confessar que, da mesma forma que entre os gregos, aos que seguem as opiniões que lhes agradam todo mundo lhes o nome de filósofos, como também entre os bárbaros levam um nome comum os que foram e pareceram sábios, o mesmo acontece com os cristãos.
Nós vos pedimos, portanto, que sejam examinadas as ações de todos os que vos são denunciados, a fim de que o culpado seja castigado como iníquo, mas não como cristão; por outro lado, aquele que for comprovadamente inocente, seja absolvido como cristão, por não ter cometido nenhum crime.
Com efeito, não pedimos que castigueis os nossos acusadores, pois eles padecem bastante com a maldade que levam consigo e com a sua ignorância do bem.