Gálatas 2
Subi em consequência de uma revelação e lhes expus o Evangelho que prego entre os pagãos, mas em particular às pessoas importantes, para não correr ou ter corrido em vão.
Tudo isso por causa dos intrusos, desses falsos irmãos que se infiltraram para espionar a liberdade que temos em Cristo Jesus, a fim de nos escravizar,
pessoas às quais recusamos ceder, sequer por um momento, por deferência, a fim de salvaguardar para vós a verdade do Evangelho.
E da parte daqueles considerados importantes –- pouco me importa o que então podiam ser: Deus não faz acepção de pessoas –, a mim, em todo caso, os importantes não acrescentaram nada;
ao contrário, vendo que a evangelização dos incircuncisos me estava confiada, como a Pedro a dos circuncisos –
pois Aquele que tinha agido em Pedro para fazer dele um apóstolo dos circuncisos tinha agido igualmente em mim em favor dos pagãos –
e reconhecendo a graça que me fora concedida, Tiago, Cefas e João, considerados como as colunas, estenderam a mão direita a mim e a Barnabé em sinal de comunhão, para que fôssemos aos pagãos, e eles aos circuncisos;
só nos recomendaram que nos lembrássemos dos pobres, justamente o que tenho procurado fazer com solicitude.
A discussão com Pedro.
Mas quando Cefas veio a Antioquia, eu lhe resisti frontalmente a ele, porque ele se tornara digno de censura.
Com efeito, antes da chegada de certas pessoas do círculo de Tiago, ele tomava refeição com os pagãos; mas, depois da chegada dessas pessoas, ele começou a evitá-los e a se manter afastado, por medo dos circuncisos.
E os outros judeus o imitaram em sua dissimulação, a ponto de arrastar o próprio Barnabé a dissimular com eles.
Ora, quando vi que eles não estavam procedendo retamente segundo a verdade do Evangelho, eu disse a Cefas na frente de todos: “Se tu, que és judeu, vives como os pagãos, e não à maneira judaica, como podes obrigar os pagãos a se judaizar?”
Pela lei não se alcança a justiça.
Quanto a nós, somos judeus de nascimento e não pecadores pagãos;
e no entanto sabemos que o homem não é justificado pelas obras da lei, mas só pela fé em Jesus Cristo. Por isso abraçamos a fé em Jesus Cristo para sermos justificados pela fé em Cristo e não pelas obras da lei. Pois pelas obras da lei ninguém será justificado.
Ora, se buscando nossa justificação em Cristo, acabamos sendo pecadores como os outros, será que Cristo está a serviço do pecado? Claro que não!
Pois reerguendo o que eu tinha derrubado, convenço a mim mesmo de transgressão.
De fato, pela lei morri para a lei, a fim de viver para Deus. Estou crucificado com Cristo,
e já não sou eu que vivo: é Cristo que vive em mim. Esta minha vida humana, eu a vivo na fé do Filho de Deus, que me amou e se entregou por mim.
Não torno inútil a graça de Deus; pois, se é pela lei que se alcança a justiça, Cristo morreu em vão.